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Cuidado com seu FGTS. O governo quer novamente tomá-lo.

O governo, juntamente com os bancos, volta os olhos novamente para o FGTS como bóia salvadora para a retomada da economia. Desta vez, trata-se da Lei nº 13.313, de 14/07/2016, que permite que o trabalhador ofereça em garantia para contratação de crédito consignado – de forma irrevogável e irretratável – até 10% do saldo de sua conta vinculada no Fundo ou até 100% do valor da multa paga pelo empregador, no caso de despedida sem justa causa ou de despedida por culpa recíproca ou força maior.

Os perigos da operação: Apesar de o FGTS remunerar de forma ridícula o saldo mantido pelo empregado (juros de 3% a.a. + TR), ainda assim o Fundo é uma salvaguarda do trabalhador para eventualidades extremas, como a demissão trabalhista. A ânsia do governo em permitir que a população  consuma aceleradamente está fazendo com que os brasileiros, além de se manterem endividados, destruam o pouco de reservas que ainda possuem.

Juros mais baixos: Uma das propostas é que os juros dos empréstimos consignados feitos a partir do FGTS sejam semelhantes aos cobrados nas operações para aposentados do INSS, de 2,34% ao mês, o que representaria uma taxa anualizada de 32%. Num país em que a inflação oficial (IPCA) acusou 8,84% nos últimos doze meses, trata-se de um índice que não podemos considerar como baixo.

Mas atenção: empréstimo consignado não pressupõe vontade manifesta apenas do cliente interessado em tomá-lo. É preciso que, anteriormente, tenha havido um acordo entre empresa empregadora e banco no sentido de proporcionar aos empregados essa alternativa de crédito. Não havendo isso, o tomador terá que buscar recursos nas linhas de crédito normais, mais caras.

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José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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