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Renegociar seus financiamentos pode ser uma boa

Com a inflação em baixa – assim como a taxa básica de juros (a Selic) – a época é boa para quem quer reduzir os custos do financiamento. Inclusive para quem assumiu um empréstimo consignado nos últimos anos.

Hoje a Selic está no patamar histórico mais baixo: 6,5% ao ano. A taxa Selic é a que norteia os empréstimos entre os bancos e baliza a taxa de juros na economia brasileira. Uma renegociação de dívidas poderia permitir que o devedor conseguisse repactuar suas obrigações em condições mais favoráveis. No crédito consignado uma redução substancial se torna um pouco mais difícil, visto que essa é a linha de crédito que figura entre as que cobram os juros mais baixos. Contudo, dependendo da situação, vale a pena pedir uma simulação ao banco.

Porém, todo cuidado é pouco. De olho nesse cenário, e sempre tentando maximizar seus lucros, algumas financeiras tem pregado ‘pegadinhas’ em seus clientes. E essa tática se dá de várias maneiras:

·         Através do aumento de prazo para que a prestação se torne menor, o que torna o devedor um eterno refém da operação;

·         Através da cobrança – indevida, diga-se de passagem – de novas taxas e tarifas na renegociação;

·         Pela tentativa de aliciar o cliente para que este adicione ao empréstimo um valor adicional de que esteja necessitando;

·         Pelo cálculo lesivo do saldo devedor da operação original.

Nesses casos, a recomendação é sempre a mesma: se você não entende do assunto, e o valor a ser renegociado é representativo, vale a pena se fazer acompanhar de um consultor para não ser lesado. Lembre-se que os bancos  –  se aproveitando da inexperiência e desconhecimento do cliente – muitas vezes montam propostas com detalhes prejudiciais, difíceis de identificar para um leigo.

Para quem buscou esse tipo de renegociação e precisou aumentar o número de parcelas, o ideal é quitar a operação assim que se encontrar em situação financeira melhor. Nesse caso, só o faça depois de se certificar que o valor que está sendo cobrado pelo banco ou financeira é realmente o saldo devido. E esse cálculo de liquidação antecipada não é só multiplicar o valor da prestação pelo número de parcelas restantes. Considere que as prestações futuras (vincendas) possuem juros embutidos no seu valor, que deverão ser excluídos do cálculo quando da liquidação antecipada.

 

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José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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