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Por que nosso salário sobe, mas não sentimos isso na prática

A Fipe produziu um estudo interessante, demonstrando que há duas formas de nos sentirmos mais pobres: ter uma redução de renda, ou ver os preços subirem mais do que a nossa remuneração. A alta da renda no Brasil, nos últimos anos, está relacionada à condição de pleno emprego, onde há mais procura do que oferta de mão-de-obra. Mas isso não garante que o trabalhador venha a usufruir de eventuais ganhos de rendimentos. Isso porque alguns preços de produtos/serviços sobem bem acima da inflação ou da variação salarial.

O portal Exame.com listou algumas dessas situações, cuja base de comparação é o Estado de São Paulo, e os índices referem-se ao intervalo entre 2008 e 2011. Serve para entendermos alguns motivos de porque o nosso dinheiro não render o esperado, em termos de compras. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no período, para São Paulo, foi de 23,97%. Veja o aumento de alguns itens cotidianos:

Nesse mesmo período, os alimentos em geral subiram 28,79%, mas o açúcar foi o recordista, com majoração de 104,68%.

Agora compare a tabela acima com os principais índices de correção no mesmo período (01/01/2008 a 31/12/2011):

A dedução parece óbvia: não resolve o salário mínimo subir acima da inflação, com ganhos reais, se o alinhamento de preços acompanha essa evolução. É preciso entender também que, na economia brasileira, muitos preços são formados tendo por base o crescimento do salário-mínimo, já que ele é um forte insumo de custos, remunerando boa parte da mão-de-obra. Por isso não notamos muita mudança na capacidade de compra do nosso salário.

 

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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