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Planejamento financeiro para crianças

É uma coisa que nem todos os pais ou mães pensam, mas a educação financeira para crianças é algo que pode render bons frutos e evitar grandes problemas. Vejamos como:

1.           José Mário, para as finanças da família, qual a importância de ensinar sobre planejamento para as crianças?

É fundamental, não só para a família mas também para o próprio filho, que se tornará um cidadão pleno e consciente. Inclusive a sociedade ganha com essa decisão dos pais.

2.           O país e sua economia também ganha com o fato de as crianças saberem lidar com finanças?

Sem a menor sombra de dúvida. Consumidores conscientes, entendedores das regras do jogo de mercado, se transformam em pessoas preocupadas tanto com a situação pessoal quanto com o coletivo. É claro que uma transformação desse porte não agradaria a todos, por óbvio. Mas o país só teria a agradecer.

3.           A partir de que idade é possível ensinar sobre finança para as crianças?

Essa é uma matéria controversa. Os métodos para isso também. Porém é importante frisar que se o exemplo do consumo consciente vem dos pais, com naturalidade, estes já estarão dando uma aula magna, inconscientemente, aos seus filhos.

Uma nova linha de pensamento identifica a faixa a partir dos 3 ou 4 anos como propícia para já começarmos a ensinar aos pequenos alguns conceitos básicos.

4.           Como os pais podem ensinar seus filhos sobre finanças? Como introduzir esse assunto em casa?

Primeiramente, com exemplos. Um ambiente em que as finanças estejam seguras, sem sobressaltos, já é uma grande escola.

Uma boa forma é mostrar aos pequenos que devem valorizar as coisas (que é diferente de preço); celebrar as conquistas obtidas, evitando tornar comum a premiação por qualquer coisa; fazer entender que moramos em um planeta de recursos finitos, e isso se espalha por praticamente tudo, inclusive com relação ao dinheiro e consequentemente aos gastos.

5.           As crianças precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família? Isso é importante?

Sim, importantíssimo. Quanto menos ‘segredos’, melhor. Se os recursos advêm de salários, precisam entender que isso é regular e muda raramente. Se a renda é variável, como comissões ou honorários, haverá tempo em que se terá mais dinheiro e, em outras ocasiões, menos. Assim elas vão se familiarizando com essa realidade.

6.           Dizer “não” para os pequenos também é uma forma de ensinar sobre como lidar com dinheiro?

Sim. E não é feio, nem condenável, uma mãe ou pai dizer que não pode satisfazer determinado desejo. É muito pior contratar empréstimo e contaminar as finanças da família do que jogar aberto e dizer que pelo menos naquele momento, aquele anseio não poderá ser atendido.

7.           Finanças deveria ser uma matéria que fizesse parte do currículo das escolas? O governo está preocupado com isso?

Está comprovado que sim. Países europeus e principalmente os asiáticos, além dos Estados Unidos, já introduziram esses conceitos nas escolas primárias.

No Brasil ainda não existe uma preocupação com relação a isso. As iniciativas que vemos advêm de entidades que não se pode considerar como ‘isentas’, tais como bancos, Bolsa de Valores, financeiras. O ideal seria que se criasse um currículo escolar com abordagem desse tipo de assunto.

Veja na imagem alguns procedimentos recomendáveis (clique na imagem para aumentar):

Finanças para crianças

 

Finanças para crianças_1

 

(Essa matéria foi o tema do quadro ‘O Especialista’, veiculado pela Rádio Brasil Central AM 1.270 de Goiânia, na terça-feira 01/08/2017, a partir das 9:05 h)

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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