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Os problemas oriundos do mau uso do crédito

O crédito é tido como uma das formas de adquirir bens ou viabilizar sonhos. Dentre as várias definições que o dicionário nos apresenta sobre a expressão crédito, temos ‘confiança; boa fama’, ou ‘valor obtido em empréstimo a prazo’.

Mas é preciso planejamento financeiro para não assumir compromissos que o bolso não suporta. E essa, lamentavelmente, é uma lição que boa parte dos brasileiros desconhece. Os resultados disso não poderiam ser mais catastróficos: um estudo conduzido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que de cada dez consumidores, seis se aproveitaram das ‘facilidades’ do crédito para fazer compras não planejadas.

Invariavelmente as consequências são terríveis: 62,2 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Estar inadimplente significa ter contas atrasadas há mais de 90 dias. Esse verdadeiro exército de devedores representa 41% da população adulta do Brasil. Uma tragédia, porque essa massa de pessoas não consegue ter acesso a novas operações de crédito. E com isso a economia patina.

Questionados sobre o que os levou a essa situação, o cartão de crédito foi citado pela grande maioria. A ferramenta ficou em primeiro lugar na preferência dos consumidores quando se fala em parcelamento de compras. Nada menos que 66% dos entrevistados afirmaram que compram em parcelas no cartão. Assim, não é de admirar que a inadimplência venha justamente pelo atraso na liquidação das faturas do cartão. Essa decisão – de não quitar integralmente a conta – leva o consumidor a ter que suportar juros médios de 213,5% ao ano (algo como 9,99% ao mês). A título de comparação, a inflação oficial brasileira (IPCA) nos últimos doze meses – MAI/2017 a ABR/2018 – foi de 2,76%. AO ANO.

Finalmente, se você não quiser cair na mesma situação desses entrevistados, atente para alguns pontos que são fundamentais na sua vida financeira: gaste sempre menos do que ganha; forme um ‘colchão de segurança’ para eventualidades (o recomendável é um valor entre 6 e 12 vezes o total dos seus gastos mensais); controle sua movimentação financeira através de alguma ferramenta (caderno, planilha, bloco de notas no celular); e procure pagar o máximo que puder das suas pequenas despesas à vista. Isso evitará que você tenha dissabores e problemas com credores.

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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