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Os golpes financeiros que enganaram milhares de investidores

O portal da revista Exame na internet listou as 6 maiores fraudes financeiras, e que se tornaram famosas no Brasil e no mundo. É um aviso àqueles que teimam em tentar ganhar dinheiro fácil. Isso simplesmente não existe no mundo real. A equação é simples: retornos altíssimos, livres de risco, e em curto espaço de tempo. Quando você se defrontar com algo assim, cuidado: é a famosa pirâmide. A ganância do homem o leva à ruína, como veremos a seguir:

  1. Ponzi e os cupons postais: Charles Ponzi tornou-se um ícone no assunto. Em 1920, o americano inventou uma forma de angariar dinheiro fácil: prometia rentabilidade de 50% em apenas 45 dias. Segundo ele, comprava cupons postais de outros países, que seriam trocados por selos americanos a um preço maior. Quando a pirâmide ruiu, descobriu-se que 160 milhões de cupons postais eram necessários para escorar o sistema. Mas só existiam 27 mil no mercado. Em virtude do ‘ineditismo’, batizou-se com seu nome o golpe da pirâmide, que é conhecido como “esquema de Ponzi”.
  2. Fazendas Reunidas Boi Gordo: é o mais famoso caso brasileiro. Nele, 30.000 investidores perderam R$ 3,9 bilhões. Com a proposta de ganho mínimo de 42% em um ano e meio, as pessoas aplicavam em engorda de gado. A empresa investiu, inclusive, em intervalos comerciais da novela O Rei do Gado, da Rede Globo, o que lhe conferia mais credibilidade ainda. Em 2001 terminou o dinheiro para os resgates dos investidores. Em 2004 foi decretada a falência. O processo ainda corre na Justiça.
  3. Madoff e o tombo de Wall Street: Bernard Lawrence Madoff foi quem mais arrecadou com uma pirâmide na História. Considerado um gênio dos investimentos, ele administrou os recursos de 16.000 vítimas. Atores, artistas, grandes investidores e até financeiras e bancos (inclusive brasileiros) estavam na sua lista de “clientes”. A farra perdurou por 16 anos, ao cabo dos quais o rombo estimado ficou entre US$ 12 e US$ 20 bilhões. Em 2009 foi condenado a 150 anos de prisão por 11 crimes na Justiça americana.
  4. As avestruzes ‘virtuais‘: Numa variante do esquema da Boi Gordo, o grupo Avestruz Master inovou apresentando esse bicho ao mercado. Vendia contratos de compra e venda dos animais, com compromisso de recompra dos títulos. A remuneração era de 10% sobre o investimento feito em uma ave com 18 meses de vida, até a data da recompra pela empresa. Detalhe: em sete anos de operação, nenhuma ave foi abatida. Na teoria, a Avestruz Master teria transacionado mais de 600 mil animais. Na verdade, possuía apenas 38 mil. Quarenta mil investidores no país (30 mil só em Goiás) foram lesados. Em 2005 o esquema ruiu, e os sócios fugiram para o Paraguai. A Justiça Federal condenou os filhos e o genro do dono da AM a indenizar os investidores em R$ 100 milhões. O prejuízo total amargado pelos investidores é estimado em R$ 1 bilhão.
  5. O Madoff mineiro: o mineiro Thales Emmanuelle Maioline montou sua pirâmide em Belo Horizonte. Dois mil investidores acreditaram na oferta de um Fundo de Investimento Capitalizado, que só existia na cabeça de Thales. A promessa era de retorno de 5% ao mês (aí novamente entra a cobiça de quem quer ganhar dinheiro fácil), além de bônus semestral. Quando um investidor solicitou um resgate de R$ 3 milhões em 2010, o castelo ruiu. Thales foi preso em dezembro passado e o seu julgamento começou em 22 de junho último.
  6. Um clube virtual de sucesso: outrora corretora de câmbio, a Agente BR passou a ofertar clubes de investimento sem registro na CVM a partir de 2006. Sediada em São Paulo e controlada por Túlio Vinícius Vertullo, a empresa anunciava retorno mínimo de 5% ao mês com a aplicação em clubes de investimento virtuais. Com a exigência de um aporte que partia de 10.000 reais e da apresentação de convite para participar, o investimento ganhou ares de tesouro escondido. Mas a rentabilidade prometida não passava de uma armação. Estima-se que cerca de 3.000 investidores tenham perdido aproximadamente 100 milhões de reais.

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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