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Finanças de casais

Você pode até achar que não, que pode parecer precipitado, mas namorados precisam falar sobre finanças e dinheiro desde o início do relacionamento. Isso porque há uma diversidade de visões a respeito do assunto, e ninguém quer ser pego de surpresa dentro de uma convivência onde o consumo, o gasto, o desperdício esteja instalado principalmente por apenas um dos lados. Existe até a recomendação de que se a visão de ambos for antagônica quanto ao assunto, e que entenderem que não vão mudar a forma de ver do outro, que nem apostem muito no relacionamento. Pode parecer duro, mas é melhor assim do que ter que abandonar tudo após um longo tempo de tentativas e discussões.

Na vida moderna convencionou-se que a igualdade entre os gêneros é viável. Por isso, é importante estabelecer previamente definições como quem paga a conta do restaurante, as entradas do cinema, se vão dividir ou não as despesas da viagem. E também, claro, o quanto da renda total vai para a reserva financeira. Os presentes não podem ter preços muito diferentes e o que fala mais alto, nesse momento, é o equilíbrio.

Pode parecer nada romântico, mas diferenças brutais quanto à visão sobre dinheiro são mais importantes do que outras áreas do relacionamento. Isso porque uma pessoa que foi criada sem economizar, ganhando tudo dos pais e não sabendo o quanto custa ter algo poderá ser um problema de difícil solução num relacionamento mais duradouro. A gente se acostuma com praticamente tudo. Agora, viver sempre no “pindura”, em situação financeira caótica, é porta aberta para a dissolução da relação. Namorados, ficantes, casais: não pode haver segredo sobre dinheiro. Se você vai receber uma diferença salarial, uma gratificação, participação nos resultados da empresa ou até um direito atrasado, é honesto que a outra parte saiba. Só assim, sem segredos, se consegue uma vida financeira plena.

Finalmente, se o casal já está pensando no próximo passo, como traçar objetivos para o casamento, como administrar o dinheiro? Conta-conjunta ou individual, separada? Aqui é indiferente, desde que não haja segredos. A pergunta a ser feita é: se o casal vai passar a morar juntos e não haverá mais essa de “é meu” e “é seu”, por que a conta bancária deveria ser individual? Coerência é bom, e as pessoas gostam. Agora, o cuidado é sempre evitar a “infidelidade financeira”, um mal que está ficando famoso por destruir relacionamentos.

Finanças de casal

 

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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