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Férias: como não se endividar?

Para muitas pessoas, as tão sonhadas férias é o período perfeito para estreitar os laços familiares. Mas antes de pensar em viajar, é preciso alguns cuidados com o bolso para que o período de descanso não se transforme em dor de cabeça.

1. José Mário, muitas famílias acabam decidindo viajar pelo impulso de querer descansar e estar junto com os parentes. Qual o perigo disso? É necessário o planejamento e definição de orçamento antes de pegar a estrada?

Viagem sempre será sinônimo de despesas. Ao não se precaver, não se organizar antecipadamente, as pessoas acabam voltando a cair na ciranda do impulso, que tanto estrago fez e faz entre os brasileiros. É fundamental que se faça, CONJUNTAMENTE, um planejamento e uma limitação do quanto vai se gastar sob pena de, num eventual problema, a pessoa passar o restante do ano pagando uma despesa absurda e lembrando da viagem como uma tragédia.

2. Se a família estiver equilibrada, com as finanças em dia, como organizar um passeio/viagem que não pese no bolso? Que cuidados tomar?

O primeiro passo é escolher um roteiro ou um programa que esteja em conformidade com as condições familiares e com o quanto se quer (ou se imagina) gastar. Não adianta a família adquirir um pacote para o Caribe porque as passagens aéreas estavam em promoção, mas com todas as demais despesas ficando de fora. O risco de voltar endividado é grande.

Se o destino for fora do país, há ainda o cuidado com a moeda. Flutuações de cotação e o uso do cartão de crédito internacional devem ser bem medidos. Se a viagem for interna, procurar programar um esquema em que estejam previstas a maioria dos gastos, para evitar surpresas.

3. Para quem vai à praia ou cidade turística, é preciso atenção aos gastos com passeios, presentinhos para familiares?

Sim, e não apenas isso. Se a viagem for com o carro da família há que se considerar custo do combustível, eventuais gastos adicionais em mecânica. Pedágios são outra fonte de despesas assim como estadia na estrada. Todas essas possibilidades devem estar previstas para que o passeio não se transforme numa decepção.

4. As pessoas que trabalham de carteira assinada, às vezes, se empolgam com o adicional de 30% que receberá nesse período de férias. É preciso cautela com esse dinheiro e usá-lo para pagar outras contas ao invés de viajar?

Essa verba costuma enganar muita gente. Não se pode esquecer que mesmo viajando, boa parte das despesas que temos quando num mês dito normal continua: água, energia, condomínio, prestações, telefones celulares, internet.

Boa parte dos brasileiros olha para o contra-cheque do mês das férias e acha que aquele total que aparece ali ele pode consumir no mês de folga. O desespero vem depois, na volta.

5. O cartão de crédito é sempre visto com o “vilão das finanças”. Para quem for viajar para o exterior, é preciso ainda mais cuidado com seu uso?

Sim. Por detrás de um manto de comodidade há um custo embutido. Compras feitas em outro país mediante pagamento com cartão de crédito internacional podem apresentar uma surpresa desagradável na volta, visto que a cotação da moeda é flutuante e o resultado pode ser trágico. Por isso, nesses casos, o ideal seria já sair em viagem com um cartão ‘pré-pago’ internacional, onde se deposita um determinado valor e no destino aquele cartão funcionará como se fosse débito. São chamados de ‘travel card’ ou travel money’, dependendo da bandeira que representam.

6. José Mário, e se a pessoa viajou, gastou um pouco mais do que deveria, como se organizar no pós-férias?

O procedimento é o mesmo dos demais endividados. Se o problema foi no cartão de crédito, esse é o foco inicial da preocupação: liquidar logo isso. Depois, tratar de encaixar o orçamento doméstico nessa nova realidade até que se liquide a pendência.

Viagem

(Essa matéria foi o tema do quadro ‘O Especialista’, veiculado pela Rádio Brasil Central AM 1.270 de Goiânia, na terça-feira 11/07/2017, a partir das 9:05 h)

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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