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Economia brasileira segue crescendo

A velocidade pode não ser a esperada. Mas com mais um resultado positivo, a economia brasileira segue seu caminho de retomada. Isso porque foi anunciado, no último dia 28, o índice do crescimento do PIB brasileiro em 2018: o avanço foi de 1,1%, similar ao resultado de 2017.

O Produto Interno Bruto é a soma de tudo o que se produz no país durante determinado período (normalmente, um ano civil). Existem dois tipos de cálculo para apuração do PIB. No Brasil, o método utilizado é o “cálculo pela demanda”, onde é somada a produção de bens e serviços durante o ano. Esse crescimento de 1,1% obtido no ano passado representa um montante de R$ 6,8 trilhões.

Alguns especialistas entendem que o crescimento foi baixo, pífio até. Setores da economia esperavam um número maior. Porém, alguns fatores foram determinantes para que o resultado não fosse tão robusto como o esperado: ainda contamos com 12,7 milhões de desempregados (o que restringe o consumo de uma legião de brasileiros); as contas públicas continuam desequilibradas, o que concorre para o adiamento de decisões importantes como a recuperação de estradas e o incentivo em fontes alternativas de energia além, é claro, da redução dos investimentos externos; os salários continuam comprimidos, prejudicando o poder de compra do trabalhador brasileiro. Há também o problema do custo elevado do crédito, um fator que faz com que os empresários tenham que pôr o pé no freio quando o assunto é investimentos.

Uma maior produção reflete uma economia mais saudável, com custos equilibrados e capacidade de compra condizente da população. Com maior atividade econômica são gerados mais impostos, o que auxilia na arrecadação. Com isso, muitos serviços disponibilizados para a população tendem a ter um nível melhor, o governo consegue honrar suas obrigações e a emissão de títulos da dívida cai. Para a população, um PIB permanentemente em alta representa maior ocupação de mão-de-obra, melhores rendimentos e, eventualmente, redução da carga tributária. É preciso lembrar também que, conforme a regra vigente, o salário mínimo sofre aumento real sempre que o PIB do penúltimo ano for positivo. Portanto, impacta também na renda daqueles mais pobres.

(Artigo publicado pelo jornal Hora Extra, de Goiânia, edição de 18/03/2019)

 

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José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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