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Brasileiro inadimplente deve, em média, sete vezes a renda familiar

O SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) encomendou uma pesquisa sobre o endividamento geral da população, e o resultado foi absurdo. A pesquisa, que envolveu consumidores em 27 capitais entre os dias 1º e 8 de fevereiro, mostra um quadro negro para os devedores.

O consumidor inadimplente brasileiro deve, EM MÉDIA, R$ 21.676,00 (aí incluídos multas e taxas cobradas pelo atraso). Esse valor representa 768% da renda familiar média dos entrevistados, que é de R$ 2.822,00.

O levantamento mostra, também, que o brasileiro inadimplente está com o nome sujo há pelo menos dois anos, e que ele deve em média para 3,7 empresas. O principal meio de endividamento foi a utilização do cartão de crédito e em lojas. O valor atual das dívidas é em média 70% maior que o seu valor inicial, que era R$ 12.776,00 (ou seja, um comprometimento de mais de 450% da renda média).

Os motivos para chegar a esse ponto crítico, a forma de endividamento e quais as medidas para contornar a situação foram apontadas como:

Levando em conta os efeitos de não pagar o que deve, a maior parte dos consumidores inadimplentes acredita que a principal consequência é ter de esperar cinco anos para a dívida sair do cadastro de inadimplentes (53%). 44% acreditam que o nome ficará para sempre sujo, porque podem ser cobrados pelo credor na justiça. Há ainda os que argumentam que seus bens podem ser penhorados (37%).

O estudo mostra ainda que as operadoras de cartão de crédito foram as que mais recorreram à prática de entrar na justiça, registrar em cartório, penhorar bens ou protestar a dívida (citados por 35% dos entrevistados inadimplentes). Com igual frequência foram citadas as empresas de financiamento de carros e motos (35%) e os varejistas (33%).

Sete em cada dez entrevistados entre inadimplentes e ex-inadimplentes (71%) disseram que iriam pagar a dívida por acreditarem ser o correto a se fazer e, na hora de pagar, 41% dos entrevistados alegam que a maior dificuldade enfrentada é a proposta fora de suas possibilidades na negociação. Há ainda os que desejam negociar, mas não sabem como (19%).

Por isso, a recomendação é sempre a de procurar imediatamente renegociar a dívida. E, em valores desse porte, é fundamental ir acompanhado de um profissional, uma vez que uma parcela substancial dos ‘acessórios’ (juros, multa e correção monetária) poderão ser abatidos – ou até eliminados – mediante um acordo bem feito. A demora em pagar trabalha sempre contra o devedor. À medida em que o tempo passa, fica mais difícil excluir eventuais cobranças acessórias do valor total.

José Mario

Sobre José Mario

José Mario é pós-graduado em Administração e empresário. Foi bancário, árbitro de Tribunal de Mediação e Arbitragem e dirigente de classe empresarial. Especialista em microfinanças, é Orientador em Finanças Pessoais desde 2001, dedicando-se à educação financeira e interessado em tudo o que se relaciona com o assunto. É o editor da Clínica de Finanças, website voltado ao ensino e análise das finanças pessoais.

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